Home Data de criação : 09/12/15 Última atualização : 11/10/17 16:43 / 11 Artigos publicados

Pedagogia da Autonomia- Paulo Freire  escrito em quinta 14 janeiro 2010 18:28

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Apresentação da nossa Faculdade  escrito em quarta 16 dezembro 2009 18:15

 

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Questionário sobre: Brasilidade- Darcy Ribeiro  escrito em quarta 16 dezembro 2009 17:54

1-Descreva o sentimento do autor ao relatar a chegada dos portugueses, o processo civilizatório e perfil dos protos brasileiros.

O Brasil é uma Roma melhor porque é mestiça, lavada em sangue negro, em sangue índio, que relevou o sofrimento. Aquele desencontro de gente índia que os navegantes recém-chegados viam com fascínio, era também o enfrentamento dos processos vitais da rigidez marcada por tragédias, violência, repressão, opressão, conflitos e revoltas, e com isso muitos combateram, perderam a vida e foram cruelmente massacrados, e tudo isso muda o sentido de uma introdução racial tranqüila.

O processo civilizatório contribuiu para deixar os brasileiros no mesmo nível, sem excluir suas diferenças. Fala-se em todo o país um conjunto de palavras e expressões, faladas ou escritas, um mesmo idioma, diferenciado por sotaques e gírias regionais, dando forma a uma etnia única, a etnia brasileira. Foi essa gente composta de índios, de negros e de mulatos, que fundou esse país.

Foi sendo criada uma reunião, um conjunto de indivíduos de etnias diferentes,
um agrupamento de seres mestiços, porque os portugueses faziam filhos nas negras e índias. Esses filhos de índias e de negras queriam identificar-se com seus pais, mas eles os viam como descendentes sem pureza, eles aproveitavam bem suas atividades e suas forças ao passo que ainda eram meninos e rapazes e, em seguida os juntavam as suas expedições particulares, aos seus pendões, as suas bandeiras que tinha como metas a busca do ouro e a captura de índios, onde muitos deles fizeram carreira.

Havia também a rejeição do gentio materno. Na concepção dos índios, a mulher serve apenas para o homem colocar o sêmen em sua madre. Quem vem ao mundo é o filho do pai, e não da mãe. E não podendo identificar-se com os seus ancestrais, porque eram negados, os filhos dos índios com o branco caíam numa terra de ninguém, a partir da qual se estrutura sua identidade de brasileiro.

2-Aponte e descreva os dois níveis de relação que os jesuítas estabelecem com os índios.

Os Jesuítas queriam converter os índios, catequizar, transmitindo-lhes a língua portuguesa e espanhola, os costumes europeus e a religião católica. Mas verificaram que isso era muito difícil porque eles tinham costumes muito diferentes dos nossos e eram "brutos" com "costumes muito maus". Era por isso necessário não só convertê-los ao Cristianismo como acabar com a antropofagia (comer carne humana), desfazer os seus hábitos de bruxarias e feitiçarias e ensiná-los a usar roupa e vestirem-se e ainda a cultivar as terras. Os jesuítas não escravizavam os índios, mas, através da educação e da catequese, onde aprendiam o valor do trabalho, acabava por fazer os índios colaborarem pacificamente.  Isto é suficiente para explicar as constantes desavenças entre as missões e os colonos locais, pois estes almejavam implantar o trabalho escravo em nosso território, e via na catequização dos índios pelos jesuítas um obstáculo em todos os sentidos.

3-Qual o papel dos africanos no processo de formação do povo brasileiro?

Os africanos se penetraram tão profundamente na construção do Brasil que deixaram de ser eles, para se fazerem nós os brasileiros. Os africanos tiveram um papel importante no processo de formação cultural brasileiro, pois através da inserção de suas práticas e seus costumes na sociedade brasileira contribuíram para a formação de uma identidade cultural afro - brasileira. A contribuição desses africanos foi além da participação econômica, uma vez que, foram inserindo suas práticas, seus costumes e seus rituais religiosos na sociedade Brasileira contribuindo, dessa forma para uma formação cultural peculiar no Brasil.

 É importante, ressaltar que as práticas desses escravos africanos eram diferenciadas, pois eles eram oriundos de pontos diferentes do continente africano. Eles foram passivos na formação, na constituição cultural do nosso povo pelo fato de serem desgarrados de suas tribos e serem até agressivos uns com os outros e de raramente falarem a mesma língua.

 O negro também contribuiu de forma definitiva para a disseminação da língua portuguesa, pois os índios e jesuítas criaram uma linguagem própria e as etnias negras tinham seus dialetos, e para haver comunicação deveriam aprender a linguagem do chefe do grupo de trabalhadores braçais, (o capataz).

 Outra contribuição relevante na formação do povo brasileiro se faz na culinária, intimamente ligada aos cultos religiosos, que se prolifera por todos os cantos do país onde existe a presença destas etnias. Os usos, costumes e comportamento serão absorvidos e incorporados, mesmo sem nos darmos conta, ao nosso dia a dia, igual em relação ao índio.

4-Escolha um Brasil daqueles descrito por Darcy Ribeiro e escreva sobre o mesmo.

O BRASIL CRIOULO: Desenvolveu-se no litoral nordestino. A feição cultural crioulo nasce em torno da economia do açúcar, englobando todas as suas ramificações. Era uma organização singela economicamente e mais complexa com população miscigenada, de estrutura familiar e de poder que atendia somente a eficácia do empreendimento. A área cultural crioula compreende a resultante da implantação da economia açucareira.

 A polaridade social básica dessa economia era o senhor de engenho que se abrasileirava cada vez mais em seus hábitos e o escravo que vivia debaixo do domínio do senhorio. A escrava, negro ou índio, também se abrasileirava no mesmo ritmo e profundidade do seu senhor. Eram forças opostas, mas que se complementavam e que reafirmavam a senhorialidade dos donos dos negros. Dessa historia escravista nasce à primeira civilização de âmbito mundial onde a América era o assentamento, a África a força provedora e a Europa consumidora privilegiada. Os engenhos eram compostos da casa grande e da senzala, onde trabalhavam mestre de açúcar, banqueiro e soto-banqueiro, vaqueiros, verificando-se assim a complexidade da força de trabalho da agroindústria açucareira.

 O sistema de fazenda é marcado pela autocracia, pela atitude tão somente mercantil onde o escravo é visto como simples instrumento de ganho. Diante disso o engenho era um local de disciplina e poder onde não havia espaço para a rebeldia ou reivindicação. Do senhor dependiam todos, inclusive sua família que era o padrão ideal de organização familiar, onde a estabilidade estava assentada sobre o livre acasalamento com as mulheres do local. É no mundo do engenho que se fundamenta a área cultural denominada cultura crioula. A cultura crioula é a expressão da economia monocultora destinada à produção de açúcar.

 É um estilo de vida novo, de hierarquia rígida, com papeis distintos, arcaicos, pré-capitalistas, donde surge o colonialismo escravista, reafirmando sempre a distinção de classe extremamente opostas. A cultura crioula cresce e se diferencia, produzindo brancos e mestiços livres que passam a cultivar o tabaco, dedicam-se a lavoura e a cultura de subsistência. No âmbito religioso, os negros resistiram à cultura neobrasileira e mantiveram o culto aos seus deuses, cultos afro-brasileiros, que tiveram sua importância crescente.

5-Escreva sobre a idéia que você construiu sobre a formação do povo brasileiro.

Hoje, reconhecemos nossas origens indígenas. Mas os índios raramente passam para nós que são indivíduos educados, eles são defendidos, porque é minoria e são relembrados apenas porque sua riqueza cultural se expressa em objetos exóticos como pulseiras e colares coloridos, os arcos e flechas, as redes e os rituais.

Assim, o índio que abriga nossa mentalidade é um povo fraco, quase extinto, necessitado e injustiçado. Nada restou em nossa memória coletiva daquele povo que foi encontrado pelos portugueses

Nada restou na nossa lembrança daqueles índios que eram soberanos em sua organização social, integrados ao meio ambiente, donos de uma linguagem e de uma espiritualidade própria, formadores de mitos e rituais que respondiam às necessidades de suas almas e de seus corpos.

 Esse índio íntegro foi subtraído e mutilado das nossas lembranças, ou seja, as histórias são as nossas memórias, as quais nos fazem conhecer a realidade da qual fazemos parte “Um povo sem memória é um povo sem história”.

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Análise de um Artigo: As dificuldades do professor em sua práticas docentes.  escrito em quarta 16 dezembro 2009 17:19

1-Identificação da pesquisa:

 

Este artigo tem como preocupação permitir aos futuros educadores conhecer e sanar as principais dificuldades apresentadas por problemas enfrentados na sala de aula com os alunos.

        No Brasil vários estudos isolados e regionais também têm demonstrado preocupação com a educação dos estudantes. Porém a comparação desses resultados nem sempre é possível por problemas metodológicos, além de diferentes questionários utilizados em cada pesquisa.

        Assim realizamos uma amostragem sobre a questão, permitindo, comparações de educadores, frente aos problemas enfrentados pela educação.

 

2-Fundamentação metodológica:

 

Os autores que fundamentam essa discussão: Tania Zagury, Arthur Fonseca Filho e Maria Luiza Maracílio, pois relatam sobre as dificuldades e as necessidades dos professores em suas atuações.

           

 

3-Conceitos chaves:

 

Dificuldades e problemas em sala de aula.

    

 

CONCLUSÃO

 

Precisamos avaliar o que ocorre nas escolas, ouvindo cada professor sobre as dificuldades e as necessidades, para então buscar saná-las. Precisamos respeitar quem faz quem operacionaliza. O melhor método é o que funciona. Nossas crianças e jovens precisam de resultados de verdade já.

 

            O fracasso que vivenciamos atualmente já era previsto, pois os educadores são bombardeados de informações que muitas vezes não podem executar por não serem viáveis, não estarem preparados ou em alguns casos não recebem treinamentos permanentes e continuados para que possamos elaborar estratégias e planos de aula com a intenção de driblar os obstáculos existentes nos processos de ensino e aprendizagem, colaborando com a formação de alunos críticos e preparados para ingressarem no Ensino Superior e colaborar para a promoção de uma educação de qualidade e o progresso do Brasil.

            Para tanto precisamos conhecer a origem das mazelas educacionais; Identificar as principais dificuldades encontradas pelos professores durante suas ações docentes; Levantar dados estatísticos acerca da formação dos professores; Analisar de forma critica a qualidade do ensino e desenvolver a partir da pesquisa uma metodologia que atenda aos interesses dos alunos.

 

“É comum nos depararmos com adultos que concluíram o Ensino Médio confusos, alienados, perdidos e com a mente cheia de fatos desconexos e sem significado, e que em conjunto são chamados ironicamente de educação.”(Léo Buscáglia)

 

            O sistema educacional brasileiro encontra-se maculado, pela precariedade de recursos, um grande grupo de professores desmotivados e alunos desinteressados pelas aulas, muitas vezes monótonas e repetitivas. Embora saibamos que a grande maioria das dificuldades dos docentes, ao exercerem suas funções, parte do descaso dos governantes, visando detectar outras dificuldades para que possamos visualizar “remédios educacionais”, buscando sanar as deficiências do ensino, ou, ao menos driblá-las, quando estivermos operando como professores. Uma série de perguntas pode ser formulada a respeito do tema ”Educação”, mas será que temos mesmo a resposta para solucionarmos as questões pertinentes que desde os primórdios da educação vem assombrando educadores, pais, alunos (...)?

            A partir da criação do MEC, o governo passou a analisar com outros olhos a educação nacional, tendo assim uma visão apurada acerca dos problemas relacionados com a educação. A Constituição de 1934 destinou um capitulo especial à educação, então ficou estabelecido que a educação fosse um direito de todos, portanto haveria uma rede pública de ensino que atenderia a todos sem distinção de raça, cor ou etnia. Com certeza tais reformas contribuíram para a elaboração de um novo sistema de ensino, porém as ações das escolas e dos educadores passaram a ser limitadas, pois a supervisão e fiscalização tornaram-se burocráticas e rígidas. Esta pressão passou a ofuscar os objetivos fundamentais da educação, que é criar condições para a formação de pessoas.

4-Pesquisa Bibliográfica:

 

 (C.F.CHAGAS,V. Opcit.,p.16)

(FILHO, Arthur Fonseca.Escola Particular e Pública tem a mesma meta de qualidade. Revista Nova Escola.out 2004.p.20-22).

 

(HAIDAR, Maria de L. M.,1972.p.17)

(MARIA LUIZA MARACÍLIO. A Educação deu um grande salto anos 1990.Nova Escola.outubro de 2005.Edição 186).

 

Disponível em < http://depapoproar.wordpress.com/2009/06/06/artigo-tania-zagury/ > acesso dia 09/12/2009 às 23h.

 

 

             

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Resumo sobre a vida de Sebastião José de Carvalho e Melo: (Marquês de Pombal)  escrito em quarta 16 dezembro 2009 12:38

Mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (Lisboa, 13 de Maio de 1699 Leiria, 8 de Maio de 1782) foi um nobre e estadista português. Foi secretário de Estado do Reino (primeiro-ministro) do Rei D. José I (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa. Representante do Despotismo esclarecido em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade econômica e social dos países do Norte da Europa, mais dinâmica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, econômicas e sociais. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguido oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e suas colônias[1]. A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: o primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távoras, uma intriga com consequências dramáticas. Filho de Manuel de Carvalho e Ataíde, fidalgo da província, com propriedade na região de Leiria e de sua mulher, Teresa Luísa de Mendonça e Melo. Na sua juventude estudou direito na Universidade de Coimbra e serviu no exército um curto período. Quando se mudou para a capital, Lisboa, Sebastião de Melo era um homem turbulento. A sua primeira mulher foi Teresa de Mendonça e Almada (1689-1737), sobrinha do conde de Arcos, com quem casou por arranjo da família, depois de um rapto consentido. Os pais da recém-formada família tornaram a vida do casal insustentável, pelo que se retiraram para as suas propriedades próximas de Pombal.

REFORMAS RELIGIOSAS:

 A acção reformadora de Pombal estendeu-se ainda ao âmbito da política religiosa. Também neste campo, o Primeiro-Ministro empenhou-se no fortalecimento do absolutismo régio e no combate a sectores e instituições que poderiam enfraquecê-lo.

Ø  A 3 de Setembro 1759, curiosamente passado um ano depois da tentativa de regicídio a D. José, expulsou os jesuítas da metrópole e das colónias, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português.

Ø  Diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) ao Estado. Apesar de a Inquisição não ter sido oficialmente desmantelada, ela sofreu com o governo de Pombal um profundo abalo, com a criação de medidas que a levaram à progressiva subordinação à autoridade real. O Tribunal do Santo Ofício passava a ser pouco mais que uma agência governamental: em 1 de Outubro de 1774, publicou um decreto que fazia os veredictos do Santo Ofício dependerem de sanção real. Entretanto, deixariam de se organizar em Portugal os Autos-de-fé.

Ø  Em 5 de Outubro de 1768 obrigou por decreto a "primeira nobreza da corte" (principais titulares do reino de Portugal, na altura chamados de "puritanos", i.e., aqueles que em prol da limpeza de sangue praticavam uma estricta endogamia, de maneira a evitar que nas suas linhagens entrasse "mancha de nação impura" - judeus ou mouricos) a casar fora do seu grupo social ou com linhagens com menores garantias de pureza.

Ø  Em 25 de Maio de 1773 fez promulgar uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos (católicos sem suspeitas de antepassados judeus) e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristão-novos e impunham critérios de "limpeza de sangue". Passou a ser proibido usar a palavra "cristão-novo", quer por escrito quer oralmente. As penas eram pesadas: para o povo - chicoteamento em praça pública e exílio em Angola; para os nobres - perda de títulos, cargos, pensões ou condecorações; para o clero - expulsão de Portugal.

REFORMAS NO APARELHO DO ESTADO:

 

 Marquês de Pombal introduziu, de igual modo, importantes mudanças no aparelho de estado português. A criação das primeiras compilações de direito civil, que substituiu assim o direito canónico, representou o primeiro passo para a afirmação de Pombal enquanto estadista e o estado como entidade superior e autónoma face ao resto da sociedade, inclusive até à própria Igreja Católica. De facto, o estado português pronunciou-se várias vezes em desacordo com a Santa Sé, estabelecendo-se corte de relações diplomáticas até à morte de D. José e posterior subida ao trono de D. Maria I. Introduziu em Portugal a censura de livros e publicações de carácter político, instituindo a Real Mesa Censória, instrumento de defesa da teoria do direito divino dos reis e de perseguição à teoria do pacto de sujeição do rei à soberania da comunidade defendida pelos jesuítas. Pombal fez florescer um novo conceito na História portuguesa, o chamado pombalismo. O pombalismo era uma doutrina política segundo a qual, toda a governação vai no sentido de racionalizar o estado e de Portugal superar atrasos vários na sua economia.

REFORMAS NA EDUCAÇÃO:

 

A educação em Portugal desde muito cedo foi dominada quase em exclusivo pela Companhia de Jesus ou Jesuítas e outras congregações. Em 1759, com a reforma Pombalina os jesuítas são expulsos de todo o território português, e Pombal manda publicar um alvará, que seria a solução para a situação em que se encontrava a educação em Portugal. Pombal, cria pela primeira vez o cargo de Director Geral dos Estudos, que tem como função vigiar o progresso dos estudos e elaborar um relatório anual da situação do ensino. A censura esteve em grande destaque durante a governação de Pombal na destruição e proibição de livros de autores, como Diderot, Rousseau, Voltaire, La Fontaine, que eram tidos como; «corruptores da Religião e da Moral». (Carvalho 2001) (p. 468). e de conteúdo «ofensivo da paz e sossego público». Pombal introduziu importantes mudanças no sistema de ensino (superior) do reino e das colónias - que até essa época estava sob a responsabilidade da Igreja -, passando-o ao controle do Estado. A Universidade de Évora, por exemplo, pertencente aos jesuítas, foi extinta, e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo modernizada.

O MARQUÊS DE POMBAL E O BRASIL:

Existe dissonância entre a percepção do Marquês entre alguns setores das elites portuguesas - que o vêem como um herói nacional -, e alguns brasileiros, principalmente da região sul - que o vêem como um tirano e opressor. Na visão do governo português, a administração da colónia devia ter sempre como meta a geração de riquezas para a metrópole. Esse princípio não mudou sob a administração do Marquês. O regime de monopólio comercial, por exemplo, não só se manteve, como foi acentuado para se obter maior eficiência na administração colonial. Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades econômicas no Norte e Nordeste da colônia, o que gerou grande admiração[carece de fontes?] da população naquela região colonial. No entanto, na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira. As maiores alterações, porém, ocorreram na esfera político-administrativa e na educação. Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econômico do Nordeste para a região Centro-Sul. Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colônia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos. Complementando esse "pacote" de medidas, o Marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colônia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilingue. Na região amazônica, utilizava-se a mão-de-obra indígena em quase tudo. Porém, ao contrário dos colonos, os jesuítas obtiam a cooperação voluntária dos índios. Assim, enquanto as missões prosperavam, as aldeias dos colonos enfrentavam numerosas dificuldades. A expulsão dos jesuítas levou à desagregação da economia coletora de drogas do sertão, causando uma longa fase de estagnação econômica em várias regiões da Amazônia, superada apenas no final do século XIX com o surto da borracha.[3] Ainda hoje, encontra-se uma estátua de mármore em tamanho natural do Marquês de Pombal na Santa Casa de Misericórdia da Bahia localizada no centro histórico de Salvador.

 

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